sábado, 10 de janeiro de 2009

Redemption Song


"Emancipate yourselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds..." (Emancipem a si mesmos da escravidão mental, ninguém além de nós mesmos pode libertar nossas mentes).

E foi com essa frase que eu decidi a música da minha formatura... é, acredite se quiser, escolhendo um ano antes (e nem sei se vou me formar, muito menos se vou me formar no palco ou em gabinete), e escolhendo uma música que não é em português... vai, admite logo... tu achou que eu fosse escolher algo como Elis, da Mata, Bethânia... algo bem nacional, cuícas e pandeiros, não achou?!

Mas acho que não vou encontrar nada melhor pra explicar o que se passa dentro da faculdade, apesar de toda a batalha com professores e profissionais (???) que querem mais é que tu caia ali mesmo na frente deles, porque se for espertinho demais a gente se transforma em inimigo... espertinhos, só como eles, mas menos que eles!

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Arquivistas são as piores pessoas que eu conheço. Alguns poucos (bem poucos) se salvam, mas são quase engolidos pelo turbilhão de falta de ética e maldade... pela insegurança alheia transformada em armas!!!

Eu não sou do tipo indignada em sala de aula, não sou do tipo que tem grandes idéias e teorias durante uma aula de Arquivologia, talvez porque nunca tenha realmente me apaixonado pela profissão (aliás, alguém já se apaixonou um dia por Arquivologia? REALMENTE APAIXONADO?), apesar de agora já me ensaiar pra brigar pelo melhor... pra tentar ser algo melhor do que a maioria que eu vejo... mas voltando, nunca fui de brigar, e isso conta pontos pra mim com boa parte do corpo docente, mas perco pontos comigo... QUALQUER coisa que se fale que vá contra os princípios de "Schellenberg no céu e Bellotto na terra", pode te render uma bela perseguição... lá no lugar onde questionamentos deveriam ser mais do que ilusão... nem sempre o que está escrito nos livros é a verdade absoluta, até nos falam frases bonitas assim, mas na prática é diferente... é aí onde aperta o calo!!! "Yes some say it's just part of it We've got to fulfill the book" (Sim, alguns dizem: "Isto é apenas uma parte, nós temos de cumprir o livro")

Não, eu não tenho aqui escondido um livro de minha autoria com a "arquivística, revista e ampliada"... e não, eu não quero ter isso!!! Tem muita coisa errada nesse mundo, não sei como fazer os arquivistas serem um pouco menos papel e um pouco mais gente, não sei como mostrar que o sucesso do outro pode ser o teu sucesso também! É muita inveja cegando as pessoas...

Mas sabe o que não adianta? Não concordar com isso tudo, ter o poder pra mudar, e fingir que não ta vendo... gente hipócrita é o mal do mundo! Não é necessário fazer a revolução, basta não fazer a mesma coisa que se está criticando e disseminar isso aos quatro cantos! Os bons exemplos é que devem ser seguidos... eu tenho os meus bons exemplos, tento aprender cada dia mais com eles... tentando simplesmente ser “o que julgo ser o melhor” ¹

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Mas a música da formatura né?!

Lembrei disso porque amanhã boa parte do pessoal que entrou na mesma turma que eu está se formando... ELES CONSEGUIRAM!!!! Eles não desistiram, passaram por todo o mal e sobreviveram... espero que eles tenham tido os seus bons exemplos!

Pensando neles e ouvindo a M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A Zizi Possi e seu disco “Pra Inglês Ver e Ouvir...” de 2005 descobri uma versão MA-RA-VI-LHO-SA de Redemption Song.. sim, aquela do Bob Marley!!!!

A letra é linda... me fez lembrar toda essa luta pra acabar um curso do qual, apesar dos esforços pra tentar gostar, sempre tem algo maior que decepciona... me fez lembrar que sempre que eu to triste, sempre tem uma música que me dava forças... é a força que a música que toca na minha vitrola exerce sobre mim!!! “Cause all I ever had, redemption song” (Pois tudo o que eu já tive foram canções de redenção)

Zizi fez um trabalho incrível com essa versão, jamais imaginaria na beleza e qualidade instrumental que ela pudesse ganhar!!! Tem uma linda introdução, como uma bela “redemption song”!!!! Parabéns à Zizi e ao Bob!!!!

A música pode ser internacional, mas a cantora é nacional, não ia trair tanto assim, né!? ;)

"Won’t you help to sing these songs of freedom" (Você não vai ajudar a cantar estas canções de liberdade?)

¹ Muito Pouco – Paulinho Moska

domingo, 4 de janeiro de 2009

Irmão Sol, Irmã Lua


Inaugurando, junto com 2009, uma nova era pra esse blog... o que antes era "Geraldinos e Arquibaldos" hoje é "Música na Vitrola"... Objetivo principal: NENHUM! É só um lugar onde eu posso contar pra mim mesma (ou pra quem quiser ler) o que me falam as músicas que tocam aqui na minha vitrola... mas nem sempre elas precisam me dizer alguma coisa pra eu senti-las, como essa na voz da MARAVILHOSA (e oficialmente novo velho surto...) Zizi Possi! Uma pérola lááááááá do seu disco de estréia (1978)... uma música cheia de astral, como a (esperada) nova fase o blog!
Como diz meu querido Ângelo Primon: Há Braços!


Fica pra vocês então...
Irmão Sol, Irmã Lua
(Aécio Flávio - Léo Vitor)

Vinte vezes eu vi irmão sol nascer
vinte vezes eu vi irmã lua aparecer
e vi que irmão sol bebeu do côco,
bebeu do côco a água que era sua

e vi também que o calor
uma parte do lago então sorvia
e a tardinha arrependido
gota a gota a água devolvia

domingo, 20 de abril de 2008

Um pouco, talvez, menos gente...

"Tem dias que a gente se sente
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?"
(As Profecias - Raul Seixas e Paulo Coelho)


Crescer é dificil, né?! Virar adulto é tão dolorido quanto nascer... a diferença é que a gente lembra o quanto dói quando o ar entra nos pulmões pela primeira vez, o quanto dói sair de um lugar quente e potegido, do colo de quem nos ama.

Ultimamente tenho pensado no rumo que a vida tomou... o que mais assusta, é que ela não tomou rumo nenhum! Nada é certo... nenhum "contrato" (nem divino, nem dos homens) à longo tempo! É a fase do "êpa! êpa!" (que vem logo depois do "oba! oba!"). O problema é que junto com a insegurança vêm todos os outros sentimentos...

Já chorei por tanta coisa esses dias, de saudade do meu pai, pelos amigos reais, pelos amigos imaginários (assunto pra outro post...), acho que ainda vou chorar um pouco mais! Afinal, tô quase me convencendo de que chorar pode mesmo ajudar! Só que esse processo tem que ser sozinha, gosto de me resolver sozinha, e quase gosto de achar que fui abandonada... QUASE! Gosto de ficar com as pessoas, mas falando coisas boas... não preciso que me lembrem das tristezas, disso eu me encarrego sozinha!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Ao Mestre com Carinho

Acredito que somos reflexo daquilo que já vivemos, somos bagagem. Quando crianças, pensamos que somos os donos do mundo, achamos que muitas coisas não fazem sentido, não conseguimos enxergar e aproveitar as oportunidades, na verdade, não melhora muito quando crescemos...

Na 6ª série, do hoje chamado Ensino Fundamental, tive uma professora da qual mal lembro do nome, o rosto se perdeu. Ela foi a primeira pessoa que me fez sentir orgulho da música que eu escuto, que me fez perceber o que eu escutava em casa, me fez perceber que aquilo tinha uma história e principalmente, que aquilo me fazia bem. mas essa influência e a importância dela na minha história eu só percebi muito tempo depois. Eu sempre tive boa relação com meus professores, tinha o dom de torná-los amigos, com ela por algum motivo desconhecido era diferente, eu a odiava e era recíproco.

Chico Buarque e Adoniran Barbosa foi o que ela nos apresentou, eu já conhecia um pouco, mérito do meu pai. O que ela queria com aquilo? Na época eu não tinha condições nem de me fazer tal pergunta, muito menos respondê-la. Acho que tentou, naquela sala de aula com aquele "bando de cabeças-de-vento", o que eu tento todo o dia: Espalhar um pouco da boa cultura brasileira. Talvez tenha tentado fazer juz ao seu posto de professora de artes, posto ocupado por aqueles que de aguma forma desagradaram a direção, era uma punição.

O erro dela para ter herdado o posto? Não sei, não me interessou na época, muito menos agora... O erro dos alunos? Não conseguirem entender o valor daquilo tudo, não conseguem entender o valor de uma aula preparada com carinho e a esperança de que alguém no fim entenda. O erro do sistema? usar a arte como punição. Arte devia ser tão obrigatória quanto português e matemática, devia ter professores preparados, é importante que um povo conheça sua própria cultura, sua história, antes que a banalização se transforme em "sua própria cultura".

Eu só queria que ela soubesse que pelo menos com uma pessoa deu certo, em uma pessoa ela deixou a marca, pra uma pessoa aquelas aulas valeram a pena e foram inesquecíveis. Se eu não conseguir encontrá-la, espero qie ela não desista dos "cabeça-de-vento", pode ser que mais um se salve...

sábado, 11 de agosto de 2007

Nota de Abertura

Depois de um flog, decidi partir pra uma outra fase da vida... UM BLOG!!!
Também não sei quanto tempo vai durar muito menos de quanto em quanto tempo isso aqui vai ser atualizado... mas tentarei, juro que tentarei!

Sem temas nem regras... Geraldinos e Arquibaldos... ou como diz uma amiga: "de tudo um pouco, de nada muito!"

Boa sorte pra todos nós, sempre!